Hoje de tardezinha, quando eu fazia meu caminho para a igreja, eu ri. Ri sozinha na rua, quase parecendo maluca. Claro que faz muito mais sentido se eu contar a história toda.
Começou pela manhã, quando eu fazia o mesmo caminho. Cabeça baixa e passos rápidos. Ia encontrar os meus amigos. Quando eu olho para o lado, vejo um prédio em construção. "Mas, ele não estava ali antes...", pensei. Chegando na igreja, falei do prédio para o Gustavo, que disse que ele já estava ali fazia umas duas semanas. "Cara, eu sou muito cega!", respondi. Logo depois, saímos nos carros. Fomos lá para o Guajuviras fazer um almoço para as crianças da missão.
E tinha muita criança. Umas quarenta. Tudo bem que poderia ser mais, mas tentar fazer elas todas se concentrarem em uma brincadeira de cada vez, é um tanto complicado. Alías, tarefa esta que foi passada para mim. Mas, no fim, me diverti bastante. Elas não têm medo de abraçar a gente, nem de demonstrar carinho e afeto. Essas atividades são sempre muito boas. Digo que faz um bem pra alma.
E voltamos para casa.
Saí novamente de tardezinha, quando aconteceu o episódio do riso solitário. Saí e passei mentalmente o caminho a seguir. Alguns passos na rua eu senti o vento fraco e fresco. Isso me fez levantar a cabeça, pra encarar um céu azul salpicado de nuvens coloridas. Não, não eram brancas. Não todas elas. Olhei a rua vazia e a tarde caindo e senti a poesia bem perto.
Fiz quase o mesmo trajeto da manhã, mas com a cabeça vasculhando o céu e num ritmo bem calmo. O mundo mudou bastante desde a última vez que eu o tinha vivido. Vi folhas nas árvores que estavam peladas antes, prestei atenção no céu, nas nuvens e no vento. Sem parar de caminhar, eu pensei "o Senhor fez um trabalho muito bonito!"
Daí, eu passei pelo tal prédio outra vez. E eu ri, porque lembrei da minha cegueira e desatenção. Na verdade, eu sorri o caminho inteiro, eu acho. Pelo menos, a minha alma sorria. Encontrei os meus amigos e sorri muito mais, gargalhei. Lembrei das crianças e sorri, com um pouco de saudades até.
Ainda sorri minha alma, manifestando nas pontas dos dedos os afetos deste dia tão poético.
sábado, 10 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Tudo junto incluído

Bom dia, pessoas.
Hoje eu tenho um tantinho de coisas pequenas. Resolvi juntar todas elas e postar uma vez só.
A primeira é este selinho aí de cima, por indicação da Carolborne, do blog Da janela. Aí vai a lista dos meus amigos, meus camaradas blogueiros:
> O Ertzogue, no blog Blog do Ertzogue, que tá meio parado, mas é legal.
> O engraçado Cesto de Lixo, que sempre me faz rir.
> A menina Cibele, que monologa muito bem.
> Muito bem informados, Os Desinformantes.
> O amigo também fora da rede, Victor, com os desenhos e histórias do Scarecrow's Post.
São esses aí os meu amigos blogueiros.
*********************
Falando em blogues, tomo a liberdade de colocar aqui um trecho do blog Os Desinformantes:
"A prova do ENEM (exame nacional do ensino médio) acabou vazando e caindo em mãos de uma verdadeira anta, que tentou vendê-la para um jornal de grande circulação na cidade de São Paulo. Ainda não entendi o grande raciocínio em vender uma prova para um jornal, que aliás, acabou denunciando o tal idiota. Provavelmente esse cara não fez nenhuma das provas anteriores... ou não freqüentou a escola."
Aliás, vale a pena ver todo o post.
***********************
Mais uma citação que não é engraçada, mas que eu concordo plenamente, agora da revista Novoolhar:
"Hoje os bancos estão falindo e dizemos 'estamos em crise'. Mas quando morrem todos os anos dez milhões de crianças por causas ridículas, como por exemplo não ter acesso à água limpa, isso não é crise?"
Frase de Ladislau Dowbor
**********************
E uma divulgação muito importante, do blog da banda DNS8:
Os ingressos para o acústico da banda já estão à venda (já faz uns dias). O acústico vai ser no dia 7 de novembro, na ULBRA.
Tem uma música da banda aqui.
Eu vou! \o/ E tá todo mundo convidado!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Citação
Li esse trecho hoje no livro Saber cuidar, do Leonardo Boff:
"A morte não vem no fim da vida. Ela começa já no seu primeiro momento. Vamos morrendo, lentamente, até acabar de morrer."
Interessante, não? Como diz a minha mãe: "Para morrer, basta estar vivo."
É um assunto bastante delicado este da morte. Noto que a maioria das pessoas não fala sobre isso tranquilamente. Eu vejo como um simples fim. Depois de morrer, eu não vou mais me importar se eu fiz isso ou aquilo. A única coisa que me assusta um pouco é pensar em como eu vou morrer. Então, como é inevitável, resolvi parar de pensar nisso. Sabe, pra que ficar imaginando se vai acontecer e vai ser do jeito que for?
"A morte não vem no fim da vida. Ela começa já no seu primeiro momento. Vamos morrendo, lentamente, até acabar de morrer."
Interessante, não? Como diz a minha mãe: "Para morrer, basta estar vivo."
É um assunto bastante delicado este da morte. Noto que a maioria das pessoas não fala sobre isso tranquilamente. Eu vejo como um simples fim. Depois de morrer, eu não vou mais me importar se eu fiz isso ou aquilo. A única coisa que me assusta um pouco é pensar em como eu vou morrer. Então, como é inevitável, resolvi parar de pensar nisso. Sabe, pra que ficar imaginando se vai acontecer e vai ser do jeito que for?
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
O verde rosa
Geralmente, eu caminho de cabeça baixa. Sei lá, acho que sou um pouco antissocial. Dia desses, resolvi levantar a cabeça e olhar para o céu, porque estava num lindo tom azul. Todinho ele azul, sem nenhuma nuvem.
Enquanto admirava nosso teto, reparei no contraste que ele fazia com uma árvore rosa. Bah! Que bonita árvore rosa... Êpa, as árvores não eram verdes? Digo, suas folhas, né? Não que eu não soubesse que as árvores têm flores, têm outras cores, vários tons, mas foi naquele momento que eu realmente reparei nisso. São muuuuuuitas flores pra deixar a árvore rosa. Eu já sabia que as árvores tinham flores, só não tinha percebido que eram tantas! Sabe quando dá aquele estalo?
Sei que é um assunto banal, mas achei que valia a pena falar sobre isso.
Cara, a árvore era rosa!
Enquanto admirava nosso teto, reparei no contraste que ele fazia com uma árvore rosa. Bah! Que bonita árvore rosa... Êpa, as árvores não eram verdes? Digo, suas folhas, né? Não que eu não soubesse que as árvores têm flores, têm outras cores, vários tons, mas foi naquele momento que eu realmente reparei nisso. São muuuuuuitas flores pra deixar a árvore rosa. Eu já sabia que as árvores tinham flores, só não tinha percebido que eram tantas! Sabe quando dá aquele estalo?
Sei que é um assunto banal, mas achei que valia a pena falar sobre isso.
Cara, a árvore era rosa!
sábado, 19 de setembro de 2009
Educação é tudo
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Como identificar uma senhora idosa em tranportes públicos
Certamente, se você utiliza transporte público, você já encontrou alguma senhora viajando em pé. Imagino eu que, por ter educação, você levantou e ofereceu seu lugar à pobre senhora. Se não fez isso, que vergonha! É por isso que o Brasil não vai pra frente. Enfim, para não ser hipócrita, confesso que nem sempre cedo o meu lugar também.
Para que você possa exercer sua cidadania e colaborar com a educação do povo, listo abaixo alguns aspectos de identificação de senhoras de idade que merecem um assento nos ônibus, trens, etc.
1. Elas têm os cabelos brancos ou, no mínimo, grisalhos.
2. Elas usam sapatos fechados. Sempre.
3. Trazem uma bolsa e uma sacola.
4. Caminham devagar apoiando-se em bengalas ou nas barras de ferro ou no que vier pela frente.
5. Têm o olhar humilde, o rosto enrugado e transmitem uma paz sem fim.
Conseguiu vizualizar? São poucas, não?
Agora, você pode encontrar muitas outras senhoras "de idade" que são mais ou menos assim:
1. Têm os cabelos tingidos, para não mostrar os brancos.
2. Usam roupas e sapatos jovens.
3. Caminham se achando o centro das atenções.
4. Usam maquiagem, fazem plástica, escondem as rugas e as marcas da idade.
5. Param bem na frente do banco fazendo cara feia pro jovem que está sentado.
Como isto pode ser tão... contraditório? Por que as pessoas querem tanto parecer jovens, mas se aproveitar de todas as vantagens de ser "idosa"?
Não que eu ache que não deva dar lugar para uma "moça" dos cabelos tingidos, mas qual é o medo de aparentar a idade real?
Vai ver eu sou ainda muito jovem pra entender isso...
Para que você possa exercer sua cidadania e colaborar com a educação do povo, listo abaixo alguns aspectos de identificação de senhoras de idade que merecem um assento nos ônibus, trens, etc.
1. Elas têm os cabelos brancos ou, no mínimo, grisalhos.
2. Elas usam sapatos fechados. Sempre.
3. Trazem uma bolsa e uma sacola.
4. Caminham devagar apoiando-se em bengalas ou nas barras de ferro ou no que vier pela frente.
5. Têm o olhar humilde, o rosto enrugado e transmitem uma paz sem fim.
Conseguiu vizualizar? São poucas, não?
Agora, você pode encontrar muitas outras senhoras "de idade" que são mais ou menos assim:
1. Têm os cabelos tingidos, para não mostrar os brancos.
2. Usam roupas e sapatos jovens.
3. Caminham se achando o centro das atenções.
4. Usam maquiagem, fazem plástica, escondem as rugas e as marcas da idade.
5. Param bem na frente do banco fazendo cara feia pro jovem que está sentado.
Como isto pode ser tão... contraditório? Por que as pessoas querem tanto parecer jovens, mas se aproveitar de todas as vantagens de ser "idosa"?
Não que eu ache que não deva dar lugar para uma "moça" dos cabelos tingidos, mas qual é o medo de aparentar a idade real?
Vai ver eu sou ainda muito jovem pra entender isso...
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Flores vividas

Meu nariz me alerta do início da primavera. Não tanto pelo doce aroma das flores desabrochando, mas pelos espirros que me causam.
Depois de todos os dias gélidos aqui do sul, quando eu encontrava apenas muitas folhas mortas pelas calçadas (quando estavam lá), vejo agora flores por todos os cantos. Amarelas, vermelhas, rosas, brancas, lilases, pequenas, grandes, penduradas em árvores, cobrindo um campo ou surgindo no meio das pedras, elas esão aí, pela cidade cinza, lembrando que a vida pede cor.
Esta é a época do ano que eu mais gosto, porque parece que as coisas começam a se resolver, parece que o mundo sorri mais pra mim. Vai ver, sou eu que sorrio mais pra ele. Mas, o meu nariz sofre. Aliás, não apenas ele, mas os olhos, os ouvidos... resumindo: EU!
Olha, tem dias que dá vontade de me espichar na grama e escutar os passarinhos. O problema é que eu preciso das minhas drogas (leia-se Claritin) pra me relacionar com a natureza. Como eu não quero ficar tomando remédio pra tudo, puxo um rolo de papel higiênico e aguento firme.
Preciso esquecer um pouco destes inconvenientes e aproveitar mais a primavera.
Assinar:
Postagens (Atom)
