segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O nome

Tem gente que tem uma capacidade enorme de conversar com pessoas desconhecidas. Não me considero uma delas. Mas, conheci uma senhora nesta última viagem que é uma destas pessoas. Durante as duas horas que conversamos, conheci esta mulher. Sei de sua família, de sua profissão, de suas aventuras da época em que era jovem e até da vizinhança onde mora.
Muito simpática ela. Também contei um pouco sobre mim. Afinal, gosto da conversa, só não sou boa em puxar assunto.
Começamos a conversar assim que ela sentou ao meu lado no ônibus. Ela estava feliz por ter conseguido um lugar naquele ônibus, já que a passagem que ela tinha era pra mais tarde. Falamos sobre nossos planos para a virada do ano e, um assunto puxa o outro, dali a pouco já sentia como se a conhecesse por um bom tempo.
Depois de umas duas horas, a conversa parou. Minha cabeça doía e ela procurou dormir um pouco.
Chegamos à rodoviária de Pinhal. Eu seguiria mais um pouco e ela desceu. Antes, me desejou um feliz Ano-Novo e eu a ela e à filha dela.
Uma garota sentou no lugar vago ao meu lado e conversamos um pouco, mas só algumas palavras. Foi ela quem puxou assunto também.
Fico imaginando que qualquer dia, quando estiver caminhando na rua, vou olhar ao redor e pensar: "Por aqui mora a... Poxa! Nem perguntei o nome dela." Mas, quem sabe nem é tão importante assim.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Programa de índio

Então eu fui pra praia. Choveu. E eu dormi uma média de 11 horas por dia. E estava frio. E eu levei só um casaco e uma calça. E passei a virada do ano dentro do ônibus, tentando chegar à praia. Depois de quase quatro horas dentro do ônibus (numa viagem que geralmente dura 1h30) foi ótimo esticar as pernas.
Por que eu faço estas coisas mesmo? Ah! Porque eu adoro indiada.
Afinal, foi um bom feriado. Descansei e me diverti. Claro que eu queria mesmo me atirar na água, mas só consegui fazer isto uma vez durante os quatro dias que fiquei na praia.
Mas, por que indiada é tão legal? Tem um ar de incerteza tão delicioso! Tem histórias pra contar. Não sei se é por issó ou se é só por isso, mas é bom!
Qual será a próxima? Alguém está afim de fazer uma indiada? Eu topo!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Fim de ano

Não vi que já faz tanto tempo que não escrevo nada. Está na hora de tirar o pó daqui.
Sinto que este ano o Natal não me pegou de jeito, como fazia antes. Acho que é a mudança de rotina.
Acontece que o Natal sempre vem com bastante férias e, desta vez, ainda não curti as férias. Férias da faculdade, claro. Mas, pelo menos deu pra descansar no feriadão.
E, aí vem outro feriadão. Dá pra descansar mais um pouco e, depois, vem janeiro e mais um ano inteiro pela frente. E janeiro me lembra calores infernais, pressão baixa, muita água e... tédio. Sim, porque eu nunca tenho o que fazer nas férias. Eu vou enlouquecendo durante o ano e, quando estou no ápice da loucura, quando já estou arrancando os cabelos, Puf! a cidade morre! Durante a primeira semana é uma maravilha. Depois, vem o tédio completo. Nada pra fazer, todo mundo viajando e eu trabalhando. Todo o tempo livre e eu sem conseguir aproveitá-lo.
Bem, mas vamos nessa!

Um ótimo 2009 pra vocês e um Feliz Natal (atrasado).

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Bonito isso!

Assim como a maioria das pessoas, tenho lido e ouvido muito sobre o que está acontecendo em Santa Catarina, sobre as enchentes e tal. Ouvi pela primeira vez de uma amiga minha que pedia para que eu orasse pela família dela que mora lá. A partir daí, só ouvi mais e mais sobre a situação.
E, sabe, tenho voltado a ter fé no ser humano. Eu já estava quase convencida de que a humanidade não tinha mais jeito. Daí, vejo gente de tudo que é lugar para ajudar as pessoas que perderam tudo (ou quase tudo). Teve gente que mandou comida, teve gente que mandou água potável, outros mandaram dinheiro mesmo, o que eu acho bastante útil. E teve o caso dos presidiários que fizeram jejum para doar comida pro pessoal de lá. Vi até gente se preocupando com os pobrezinhos dos animais que também sofreram com as enchentes e foram pouco lembrados. Muito bonito isso! Até voltei a ter fé na gente.
Por outro lado, soube dos preços absurdos que se cobrava pela água lá em Santa Catarina, por causa das enchentes. As pessoas precisando e os comerciantes aumentando o preço. Não sei se foram todos, mas achei triste. Já é triste o fato de as pessoas perderem suas coisas, ainda tem que desenbolsar uma grana pra poder matar a sede... É triste isso!
Agora, eu penso, será que daqui a um tempo, quando a água toda baixar e o caso sair da mídia, os brasileiros não atingidos pelas águas lembrarão do fato? Acho pouco provável. Como as coisas caem no esquecimento tão rápido! E daí, quando a poeira baixar, quem vai ajudar os catarinenses? Sabe, por enquanto eles precisam de um lugar pra ficar, comida e roupas. Mas, daqui a pouco, eles vão precisar de móveis e tudo o mais que uma pessoa precisa dentro de casa. E será que alguém vai lembrar? Por isso, acho que o dinheiro que foi mandado é útil.
Talvez seja uma de colocar na mídia de novo. Só pro pessoal lembrar.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Tempos de Mudança

Não é bem verdade
Que uma mudança tem que ser difícil.
Tem vezes que ela já chegou
E a gente nem viu.
Não é bem verdade
O que dizem sobre as borboletas...
Não é bem verdade
Que ela não era bonita.
Quem sabe ela nem sabia da sua feiura.
Não é bem verdade...
Nem é verdade que dar um passo atrás
É retroceder.
Existe uma beleza contrarregra.
Fica-me na ideia
O voo inconsequente da borboleta.
Não para. Segue enquanto aguentar.
Quem sabe sua mudança heroica
Tenha sido apenas uma imposição da natureza.
Não é bem verdade...

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Notaram algumas palavras "estranhas"? Ainda assim, dá pra entender bem. Acostumem-se, pois é assim que vai ser.
Resolveram unificar os "portugueses" e vamos ter que reaprender. Mas, não será muito diferente do que os brasileiros já passaram outras vezes. Não será a primeira reforma. Algumas coisas até voltarão a ser como eram antes.
Qual o objetivo? Já ouvi falar até em Teoria da Conspiração.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Crise na ULBRA?

Ok, sou só mais uma pessoa falando disso, vocês devem pensar. Mas, como não falar? Eu estudo lá, né? E como não notar uma galera gritando perto da nossa sala? Porque eu tive aula ontem.
Tem um monte de gente culpando o reitor. Mas, não acredito que a culpa toda seja dele. Sei lá, acho que tem muita gente envolvida. Acho que até aqueles alunos que não pagam a mensalidade (não os bolsistas, mas os que deveriam pagar) tem um pouco de culpa. Claro que uma "mensalidadezinha" não vai resolver toda a dívida. Aliás, nem sei qual o tamanho da dívida. Cada um diz uma coisa, e a mídia adora aumentar as histórias. E todo mundo quer dar palpite.
Só que daí fica difícil entender a coisa. A gente não sabe no que acreditar e não sabe se pode acreditar em alguma coisa. Quem sabe essa crise é de mentira? hehehehe
Acho que a gente não ouviu a metade do problema ainda. Acho que essa tal greve não vai levar a nada (nem às notas de G2). Não acredito que o pessoal não tenha sido pago por maldade. Pra mim, estão mesmo sem dinheiro. E não sei o que se pode fazer, também não sou economista (ou o que quer que resolva isso). Só acho que o reitor não está lá de braços cruzados esperando a crise passar.
Bem, mas quem sou eu pra dizer alguma coisa? Quem sabe a culpa da coisa toda não é minha? Vou me recolher a minha insignificância. Não sei exatamente o que se passa nessa crise e acho que a maioria não sabe. Então, também não vou ficar gritando: "Ei, reitor! Pague o professor!"

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Um romance, por favor.

"Esse livro deve estar muito bom", foi o que eu disse. Quando a pessoa lê durante a aula, é porque o livro é muito bom ou a aula é muito chata. Como não era o caso da aula de ontem, deduzi que o livro fosse muito bom. O livro? "Marley & eu". Nunca li. Mas, sempre me falaram bem.
Foi essa Feira do Livro que me inspirou a escrever. Ainda não consegui chegar lá, mas pretendo. Sempre tem umas coisas boas nos saldos. Sim, nos saldos. Porque livro é algo caro. Digo assim: não é que não valha a pena, mas se eu quisesse comprar todos, iria à falência. Então, saldos. Aliás, estes dias mesmo fiz uma aquisição pra minha cultura. Comprei muuuuuitos livros por muuuuuito pouco. O problema é encontrar lugar pra guardá-los. Mas, como meus livros estão sempre espalhados por aí, não acho que será um problema muito grande.
Outra coisa que eu sou completamente a favor: "biblioteca móvel" (não consegui achar um termo melhor). Meus livros lá e os livros dos outros cá. Além de não precisar comprar, a gente pode ficar com o livro bastante tempo e depois conversar sobre ele.
Agora, alguns dados: o brasileiro lê, em média, dois livros por ano. Acredito que tem gente que não lê nenhum, porque eu leio um por mês, mais ou menos. Depende do livro.
Somente um quarto da população do Brasil entende o que lê. Que triste, não? A pessoa lê o texto e não tem a menor idéia do que se trata. E depois nos perguntamos por que essa gente escreve errado, fala errado...
Ah! Outra coisa: estou precisando ler um romance. Faz tempo que leio apenas livros técnicos. Preciso abstrair.

Por enquanto, é isso. Próximo passo: Feira do Livro.

Beijos da ruiva.