terça-feira, 27 de abril de 2010

Novo emprego

Tenho um problema com aranhas. E tem muitas aranhas no jornal onde estou trabalhando. De uma conversa com a Elaine, surgiu esta tira:





domingo, 14 de março de 2010

Alvo

Caíram olhos pesados sobre mim;
sugaram ouvidos atentos,
vomitaram línguas sedentas em mim.

Supuseram pessoas demais sobre o que era
(ou poderia ser)

Beliscaram vozes famintas
por um prato de intriga.
Pesaram sobre mim
olhares amigos estranhos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Como conseguir as coisas

Esta é uma história verídica, contada pela minha mãe, protagonizada por uma amiga dela.

A mulher, já no caixa da loja, com as compras para pagar, pergunta à moça:
- Quanto custa aquele tripé para panelas ali?
- Não está a venda. É para exposição dos produtos da loja apenas. - responde a atendente.
Nossa personagem fica confusa, já que não há um único objeto sendo exposto no tal tripé.
- Mas, não tem nada nele.
- Pois é, mas não está à venda.
Não muito conformada, ela paga suas compras (a prazo) e vai embora.

No mês seguinte, ela volta à loja para pagar mais uma prestação e nota que o tripé continua lá, sem cumprir sua missão de expor alguma coisa. Ela insiste:
- Quanto custa aquele tripé?
- Não está a venda. Ele está aí para exposição dos produtos da loja.
- Mas, está vazio. Estive aqui no mês passado e não tinha nada nele. E continua vazio.
A moça da loja resolve chamar seu colega. Nossa protagonista explica tudo para ele, que decide que o melhor a fazer é chamar o gerente. Mais uma vez, ela argumenta sobre a falta de utilidade do tripé para a loja e a utilidade que ela daria ao objeto em sua casa (guardar sua coleção de panelas de ferro).
O gerente da loja, sem argumentos suficientes e convencido pela cliente, decide ceder à insitência.


Viu? É assim que se faz. Quando eu crecer, quero ser que nem ela.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Muda



Foi uma experiência muito bacana. No meio do congresso e sem aviso prévio apareceram três pessoas portadoras de deficiência (PPDs): um maneta, uma cega e uma muda. Muitos foram os olhares de confusão que não entendiam o porquê daquilo tudo. Mas, é isso mesmo, nem sempre se sabe porque as pessoas estão assim.

Éramos três pessoas com necessidades especiais vivendo a vida normalmente, experimentando as possibilidades de comunicação e movimentação, observando os olhares alheios e procurando responder as perguntas. Éramos três pessoas que se ajudavam mutuamente.



Pra mim, foi interessante entender um pouquinho quais as dificuldades dos PPDs. As pessoas não conversavam comigo, acho que por não saberem como o fazer. Parece que falta um pouco de interesse das pessoas em aprender a se comunicar quando existe uma barreira. Não sei se por medo ou por preguiça... ou por alguma outra coisa.

E se fosse de verdade, se as pessoas não soubessem que era apenas uma intervenção, seria diferente?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Changing Diapers


Sabia que nas entrevistas para fazer intercâmbio para Au Pair eles te pedem para explicar como se troca fraldas de bebês... em inglês?

Listo, abaixo, alguns métodos práticos (em português):

1. Pegue uma tesoura e corte a fralda do bebê. Peça para outra pessoa segurar firmemente uma fralda limpa. Jogue o bebê para cima, fazendo-o cair dentro da fralda. Um pouco antes de ele cair dentro da fralda, jogue talco no ar. Dê um beijo no bebê e coloque-o no berço.

2. Escolha uma caixa grande. Coloque dentro da caixa o bebê, uma fralda limpa, talco e panos umedecidos. Feche a caixa. Chacoalhe a caixa ao som de salsa. Tire o bebê da caixa. Coloque a fralda suja no lixo. Dê um beijo no bebê e coloque-o no berço.

3. Compre um óculos infantil. Ache um livro sobre cuidados com o bebê. Entregue-os para o bebê com um pacote de fraldas. Deixe que ele se vire sozinho, assim ele será uma pessoa independente.

4. Ligue para a mamãe e deixe que ela faça o serviço.

5. Pegue o bebê com carinho. Jogue-o no lixo. Procure outro igual no Mercado Livre e peça entrega imediata.

Será que eu passo?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Resoluções do novo ano


Para este ano, eu resolvi:

> Escrever mais;
> Ser menos mala;
> Ler mais;
> Beber menos;
> Estudar;
> Rir muito.