quinta-feira, 17 de março de 2011

Não acredito em 2012, mas que ele existe, ele existe

Frase de um amigo meu em conversa sobre o Japão. Adicione-se a isso as enchentes em todo o Brasil, os deslizamentos no Rio, as nevascas; sem contar todas as outras notícias dos anos anteriores. Parece que todo ano aumentam as catástrofes. Este ano, particularmente, os problemas causados pelas chuvas aumentaram em número. E estamos recém em março! Tudo bem, é a época mais chuvosa. Mas, já aconteceu tudo isso em apenas três meses.
Pra falar a verdade, não estou exatamente informada sobre esse negócio de 2012. Tudo o que eu sei foi ouvindo conversas e lendo algumas coisas na internet. Nem assisti o tal filme. Mesmo assim, acho que o fim do mundo não tarda (porque acredito num fim para este mundo, ou para como o conhecemos hoje). Se as coisas forem ficando cada vez piores, não acho que vamos resistir por muito tempo. E não adianta descambar a fazer filho por aí; esses eventos levam quem estiver no caminho.
E veja só, também não posso acreditar que todas estas coisas não tenham a ver com a intervenção humana. Mesmo que os terremotos, os deslizamentos, as enchentes e tudo o mais existam há milhares de anos, a forma como o homem se relaciona com isso transforma-se constantemente. Seja construindo casas num barranco, seja interferindo no ambiente, seja fazendo de tudo um escândalo rentável.
O certo (?) é que haverá um final. Nem que seja para a raça humana. Talvez seja em 2012; o mundo já está desmoronando...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Incrível!

Às vezes, no intervalo de almoço, eu sento no sofá para assistir TV. Alguns canais não pegam muito bem e outros não têm programação interessante - nesse horário, passa muita coisa sobre esportes. Então, frequentemente eu vou trocando de canal na esperança de encontrar alguma coisa legal.
Acontece que tem um canal que passa aqueles comerciais da Polishop. Eu nunca prestei atenção em que canal é, mas acabo assistindo os tais comerciais. Por pura diversão. Depois de alguns minutos começa a ficar repetitivo, daí a gente tira o som da TV e dubla as pessoas.
Num desses dias, eu estava bem sentada brincando de "Nossa! É tudo o que eu sempre quis!", enquanto eles apresentavam o turbo action, a tal máquina que limpa com vapor, e o cara me larga a seguinte frase em rede nacional:
- Ele tira a sujeira e as suas dúvidas!
Minha nossa! Preciso de um desses urgentemente. Imagina o que seria levar um nos dias de prova? Absolutamente necessário.
Por isso que as pessoas não acreditam mais nisso. Ou será que acreditam?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Quinta tem festa



Da série: "fazendo o final feliz"

Ps.: Ainda não aprendi a desenhar.
Ps. 2: As mulheres ficaram com cara de palhaças.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O enigma da nota


A verdadeira charada para todos é: Por que alguém escreveu isto no dinheiro?
Alguém sabe?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Das limitações

Muro de pedra
na minha janela,
tapa a vista
da minha ruela.

Paisagem pobre,
pouco admirada,
dessa realidade
por todos rejeitada.

Cinza cor
de uma estampa qualquer;
gaiola de cimento
não me deixa ver,
não deixa inspirar,
tampouco, entender.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Fim de ano, praia e Gabriel

Mesmo sabendo da tranqueira que me aguardava, peguei o ônibus e passei o feriado com a família, na praia. Tive também a agradável companhia de um homem que me diverte, tem muito jeito com as palavras e fala de amor. O Gabriel me falou sobre amor e velhice. A propósito, a maneira como ele desenha a velhice me dá vontade de ter uma assim. Ele encara como um estado quase superior do ser humano, em que há entendimento, em que a pessoa tem autoridade sobre si mesma e ainda há busca pela felicidade (com muito mais esclarecimento). É como se a vida não estivesse prestes a terminar; é como se houvesse uma vida toda pela frente, com a vantagem de se ter muito mais experiência e liberdade.

Foi assim, um caso de fim de semana, com o título "Memórias de minhas putas tristes". Mas, já o conhecia. Meses atrás, apaixonei-me com o romance "O amor nos tempos do cólera". Este foi um relacionamento mais longo, mas não menos intenso. Notei algumas semelhanças entre os protagonistas: ambos apaixonados, mulherengos, solitários, cultuando sua amada e preservando um santuário para ela. Isso sem falar no profundo conhecimento de "xinaredos" que eles têm. Tantas são as semelhanças que eu só posso acreditar que tenham embasamento na vida do próprio autor (vai saber...).

Buscarei outros títulos deste homem, pois também estou apaixonada... por estas narrativas, pela palavras. Oxalá um dia minhas palavras sejam boas assim.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal



Recebi este poema da Carol por e-mail. Adorei. Veio parar no blog como minha mensagem de natal (desculpa ser imitona, Carol).

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes