A folha,
na hora da morte,
se jogou lá do alto;
abriu um sorriso
e deu seu salto.
A folha bailarina
foi descendo aos pulinhos,
caindo devagarinho.
Não se segurou em nada;
foi deitar no chão
a folha alada.
terça-feira, 24 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Da vez que eu entendi a diferença entre meninos e meninas
Tem um dia nas nossas vidas que descobrimos que meninos e meninas são diferentes. Deste dia eu não lembro. E tem outro dia que nós entendemos esta diferença. Isto aconteceu comigo quando eu tinha uns 14 anos (sempre meio retardada).
Foi numa aula de inglês, quando o assunto eram hábitos (não sei por quê entramos neste assunto). O professor falou que tinha coisas que só meninos faziam, como tirar tatu do nariz. Eu, que não era muito feminina, disse que eu também tirava tatu do nariz. Pronto. Um clima de desaprovação se instaurou na sala. Foi ali, naquele momento que eu entendi que meninos era diferentes de meninas. Então, eu logo remendei "depois, eu lavo as mãos". Mas, os meninos não lavam as mãos; colocam debaixo da cadeira, jogam no chão, essas coisas. E foi assim que eu entendi que meninos podem ser nojentos e meninas devem ser limpinhas.
Pensando em tudo isso, agora vejo como a diferença entre sexos é muito menos biológica e muito mais cultural; que meninas são criadas de forma diferente dos meninos e quando alguém foge ao padrão é publicamente ridicularizado. Sei, está pensando "isso é óbvio"! É claro que é. Mas, por que existe tanta diferença? Será pelos motivos mais primitivos de reprodução?
Existe muito para discutir sobre a divisão cultural dos sexos, e acho que será uma discussão sem fim.
Foi numa aula de inglês, quando o assunto eram hábitos (não sei por quê entramos neste assunto). O professor falou que tinha coisas que só meninos faziam, como tirar tatu do nariz. Eu, que não era muito feminina, disse que eu também tirava tatu do nariz. Pronto. Um clima de desaprovação se instaurou na sala. Foi ali, naquele momento que eu entendi que meninos era diferentes de meninas. Então, eu logo remendei "depois, eu lavo as mãos". Mas, os meninos não lavam as mãos; colocam debaixo da cadeira, jogam no chão, essas coisas. E foi assim que eu entendi que meninos podem ser nojentos e meninas devem ser limpinhas.
Pensando em tudo isso, agora vejo como a diferença entre sexos é muito menos biológica e muito mais cultural; que meninas são criadas de forma diferente dos meninos e quando alguém foge ao padrão é publicamente ridicularizado. Sei, está pensando "isso é óbvio"! É claro que é. Mas, por que existe tanta diferença? Será pelos motivos mais primitivos de reprodução?
Existe muito para discutir sobre a divisão cultural dos sexos, e acho que será uma discussão sem fim.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Surpresa
Tem pessoas que nos surpreendem. Quando menos esperamos, elas chegam e mudam o nosso dia – e a nossa opinião sobre elas. Gosto dessas surpresas; fazem-me refletir sobre conceitos, imagens, personalidades.
Você está bem concentrado no seu trabalho e, de repente, chega um colega e lhe dá um doce, faz uma piadinha inocente e vai embora. Tudo muito rapidamente. Antes que você possa agradecer, seu colega já está longe, falando com outra pessoa. Alguns instantes depois, você ainda está parada, olhando para o doce (que você gosta muito) e pensando: “o que será que eu fiz pra merecer isto?”
Enquanto você come o doce, continua pensando sobre o gesto sincero e, aos poucos, um pedacinho do seu mundo muda: você conhece um pouco mais o seu colega, sua fé nas pessoas cresce um tantinho, o suficiente para seu dia melhorar, para o trabalho não ficar tão pesado.
Agora, você já não acha mais que o seu colega possa ter algo contra você, porque aquela coisinha pequenininha que aconteceu revela uma grande parcela do outro.
Não sei exatamente como isto acontece, mas um acontecimento tão pequeno pode mesmo mudar muito o nosso universo. Talvez pela surpresa causada, adicionada ao processo que já acontecia dentro de nós.
Pode parecer besteira, mas mexeu demais comigo.
Você está bem concentrado no seu trabalho e, de repente, chega um colega e lhe dá um doce, faz uma piadinha inocente e vai embora. Tudo muito rapidamente. Antes que você possa agradecer, seu colega já está longe, falando com outra pessoa. Alguns instantes depois, você ainda está parada, olhando para o doce (que você gosta muito) e pensando: “o que será que eu fiz pra merecer isto?”
Enquanto você come o doce, continua pensando sobre o gesto sincero e, aos poucos, um pedacinho do seu mundo muda: você conhece um pouco mais o seu colega, sua fé nas pessoas cresce um tantinho, o suficiente para seu dia melhorar, para o trabalho não ficar tão pesado.
Agora, você já não acha mais que o seu colega possa ter algo contra você, porque aquela coisinha pequenininha que aconteceu revela uma grande parcela do outro.
Não sei exatamente como isto acontece, mas um acontecimento tão pequeno pode mesmo mudar muito o nosso universo. Talvez pela surpresa causada, adicionada ao processo que já acontecia dentro de nós.
Pode parecer besteira, mas mexeu demais comigo.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Manual do bebê
quinta-feira, 17 de março de 2011
Não acredito em 2012, mas que ele existe, ele existe
Frase de um amigo meu em conversa sobre o Japão. Adicione-se a isso as enchentes em todo o Brasil, os deslizamentos no Rio, as nevascas; sem contar todas as outras notícias dos anos anteriores. Parece que todo ano aumentam as catástrofes. Este ano, particularmente, os problemas causados pelas chuvas aumentaram em número. E estamos recém em março! Tudo bem, é a época mais chuvosa. Mas, já aconteceu tudo isso em apenas três meses.
Pra falar a verdade, não estou exatamente informada sobre esse negócio de 2012. Tudo o que eu sei foi ouvindo conversas e lendo algumas coisas na internet. Nem assisti o tal filme. Mesmo assim, acho que o fim do mundo não tarda (porque acredito num fim para este mundo, ou para como o conhecemos hoje). Se as coisas forem ficando cada vez piores, não acho que vamos resistir por muito tempo. E não adianta descambar a fazer filho por aí; esses eventos levam quem estiver no caminho.
E veja só, também não posso acreditar que todas estas coisas não tenham a ver com a intervenção humana. Mesmo que os terremotos, os deslizamentos, as enchentes e tudo o mais existam há milhares de anos, a forma como o homem se relaciona com isso transforma-se constantemente. Seja construindo casas num barranco, seja interferindo no ambiente, seja fazendo de tudo um escândalo rentável.
O certo (?) é que haverá um final. Nem que seja para a raça humana. Talvez seja em 2012; o mundo já está desmoronando...
Pra falar a verdade, não estou exatamente informada sobre esse negócio de 2012. Tudo o que eu sei foi ouvindo conversas e lendo algumas coisas na internet. Nem assisti o tal filme. Mesmo assim, acho que o fim do mundo não tarda (porque acredito num fim para este mundo, ou para como o conhecemos hoje). Se as coisas forem ficando cada vez piores, não acho que vamos resistir por muito tempo. E não adianta descambar a fazer filho por aí; esses eventos levam quem estiver no caminho.
E veja só, também não posso acreditar que todas estas coisas não tenham a ver com a intervenção humana. Mesmo que os terremotos, os deslizamentos, as enchentes e tudo o mais existam há milhares de anos, a forma como o homem se relaciona com isso transforma-se constantemente. Seja construindo casas num barranco, seja interferindo no ambiente, seja fazendo de tudo um escândalo rentável.
O certo (?) é que haverá um final. Nem que seja para a raça humana. Talvez seja em 2012; o mundo já está desmoronando...
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Incrível!
Às vezes, no intervalo de almoço, eu sento no sofá para assistir TV. Alguns canais não pegam muito bem e outros não têm programação interessante - nesse horário, passa muita coisa sobre esportes. Então, frequentemente eu vou trocando de canal na esperança de encontrar alguma coisa legal.
Acontece que tem um canal que passa aqueles comerciais da Polishop. Eu nunca prestei atenção em que canal é, mas acabo assistindo os tais comerciais. Por pura diversão. Depois de alguns minutos começa a ficar repetitivo, daí a gente tira o som da TV e dubla as pessoas.
Num desses dias, eu estava bem sentada brincando de "Nossa! É tudo o que eu sempre quis!", enquanto eles apresentavam o turbo action, a tal máquina que limpa com vapor, e o cara me larga a seguinte frase em rede nacional:
- Ele tira a sujeira e as suas dúvidas!
Minha nossa! Preciso de um desses urgentemente. Imagina o que seria levar um nos dias de prova? Absolutamente necessário.
Por isso que as pessoas não acreditam mais nisso. Ou será que acreditam?
Acontece que tem um canal que passa aqueles comerciais da Polishop. Eu nunca prestei atenção em que canal é, mas acabo assistindo os tais comerciais. Por pura diversão. Depois de alguns minutos começa a ficar repetitivo, daí a gente tira o som da TV e dubla as pessoas.
Num desses dias, eu estava bem sentada brincando de "Nossa! É tudo o que eu sempre quis!", enquanto eles apresentavam o turbo action, a tal máquina que limpa com vapor, e o cara me larga a seguinte frase em rede nacional:
- Ele tira a sujeira e as suas dúvidas!
Minha nossa! Preciso de um desses urgentemente. Imagina o que seria levar um nos dias de prova? Absolutamente necessário.
Por isso que as pessoas não acreditam mais nisso. Ou será que acreditam?
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Quinta tem festa
Assinar:
Postagens (Atom)


