sexta-feira, 20 de novembro de 2009

As árvores também poluem

Esse é o título de uma pequena matéria que saiu na Superinteressante de agosto. Segundo a matéria, as árvores liberam uma substância que, misturada à fumaça dos carros, vira ozônio. A descoberta foi dos cientistas dos EUA. O biólogo Mark Potosnak ainda afirma que "as pessoas não fazem ideia de como as árvores podem contribuir para a formação de ozônio". O gás protege a terra dos raios ultravioleta na famosa camada de ozônio, mas causa problemas respiratórios para os seres humanos.

Quando eu li a matéria pela primeira vez, fiquei preocupada. Poxa, sempre gostei das árvorezinhas, porque elas diminuem a poluição e etc, etc, etc. "E agora? O que faremos?"
Passados alguns dias, eu li a matéria novamente, porque tinha ficado com isto na cabeça. Foi aí que eu entendi. A forma como a revista colocou o problema é que é um problema. Desde o título da matéria até a parte gráfica que mostra desenhos de plantas em vasos pretos estampados com uma caveira. Tudo leva o leitor a "culpar" as árvores.

"Viu? As árvores não são tudo aquilo que vocês pensam. Elas são más." Foi essa minha interpretação da mensagem contida na matéria. Fiquei embasbacada! É claro que comentei com algumas pessoas quando tive a oportunidade, por tamanha indignação que me causou. Eis que um amigo me abriu os olhos para o problema (e preciso que percebam a ironia presente na frase dele, pra ficar claro): "Cidade não é lugar de árvores".

Óbvio! Como não pensei nisto antes? A cidade é lugar de carros, de "civilização", de "desenvolvimento", de tecnologia. Árvores são coisas da selva, de gente atrasada.

O final da reportagem diz assim:

Abaixo as árvores então? Potosnak propõe uma solução mais inteligente: "Em cidades cheias de carros, talvez devêssemos escolher com mais atenção as espécies que serão plantadas"

Não é um final tão infeliz. Mas, depois de ler toda a matéria, quase não se percebe este final sutil. Mesmo assim, não acredito que seja a melhor solução. Nem mesmo, uma boa solução. Penso mais é que os carros deveriam se adaptar. Não estão tentando eliminar os carros das cidades, mas concordo que temos carros demais. Por que não se investe no transporte público? Por que não se investe em tecnologias de energia limpa? Uma dica: o ouro negro.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

From The Inside Out

A thousand times I've failed
Still Your mercy remains
And should I stumble again
I'm caught in Your grace
Everlasting
Your light will shine when all else fades
Never ending
Your glory goes beyond all fame

Your will above all else
My purpose remains
The art of losing myself
In bringing You praise
Everlasting
Your light will shine when all else fades
Never ending
Your glory goes beyond all fame

In my heart and my soul
Lord I give You control
Consume me from the inside out
Lord let justice and praise
Become my embrace
To love you from the inside out

Everlasting
Your light will shine when all else fades
Never ending
Your glory goes beyond all fame
And the cry of my heart
Is to bring You praise
From the inside out
Lord my soul cries out


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Da banda Hillsong United

Resolvi procurar a letra desta música hoje. Bah! Adorei!
Vou no show deles amanhã.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Primavera

Pitanga, borboleta, cor, aranhas.
Sol, perfume, calor, mosquitos.
Dente-de-leão, pássaros, gritos.
Pele, queimadura, pessoas estranhas.

Estrelas, brisa, passeio, chinelo.
Vizinhos, caatinga, música, grama.
Horário de verão, chuva, lama.
Jacarandá, abacateiro, ipê amarelo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Poema doce


- Vocês já comeram um poema alguma vez? - disse a moça, segurando uma tigela com algumas folhas escritas, um talher e um ar de garçonete.
- Não... - respondi. - Não que eu me lembre.
A moça riu.
- Vai saber? Eu já comi papel quando era criança.
Aí, ela nos ofereceu um poema para degustar... literalmente. Até era docinho, mas ainda tinha um gostinho de papel. Não sei se era só pelo fator psicológico.

Além desse tipo de coisas, a programação da feira do livro tem muitas coisas interessantes este ano. Também tomei um café de graça (e só porque era de graça) e quase derreti de calça jeans no calor.
Pra ser sincera, ainda não vasculhei os livros da feira. Na verdade, tem tanta coisa que dá até preguiça de começar.

Passei também na bienal, no prédio do Margs. Bienal é bom pra ir em grupo, com pessoas bem divertidas, pra rir bastante.

Hoje, vindo pra casa de trem, vi um poema e, como estamos em clima de literatura, reproduzo-o abaixo:

Do coração

Sentou-se, no ônibus, ao lado de um desconhecido
E foram felizes para sempre.

Gabriela Cantergi


Aproveito para colocar mais um Poema no Trem que eu achei bem legal e também fala destes encontros casuais no transporte coletivo:

PASSAGEIRO AMOR

O ônibus frenou na parada
E ela entrou na condução
Quedou-se ao lado sentada
E conquistou meu coração

Passageira linda e formosa
Moça prendada de tez bonita
Experimentei galante prosa
Deixando-a séria , muito aflita

Assustada e muito nervosa
Avisou: por favor, não insista
Falando baixinho e medrosa:
Meu marido é o motorista


Alcir Nicolau Pereira

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

5 revelações (do blog da Carol)



Encontrei lá no blog da Carol.

A brincadeira é assim: a gente pega o selo (esse aí em cima) e escre um pouquinho da gente em 5 frases, começando com:
Eu já
Eu nunca
Eu sei
Eu quero
Eu sonho


Aí vão as minhas revelações:

Eu já roubei frutas de uma árvore qualquer
Eu nunca aprendi a tocar violão
Eu sei que nada sei
Eu quero escrever um livro
Eu sonho acordada, o tempo inteiro


É isso aí. Quem quiser brincar também, pode colocar o selo no seu blog ou então deixar um comentário aqui, que eu vou ler.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dias brancos

Novo conto, escrito na aula de ontem, por mim e pela Carol.



Os gritos agudos de Verônica enchem os corredores. Ela está sozinha em seu traje branco. Lágrimas escorrem pela face, horrorizada pelo reflexo do seu rosto no espelho. Sua mente turva já não consegue lembrar porque se encontra neste local. Sente-se amargurada por sua condição, prevendo seu futuro encarcerada.
No quarto ao lado, ouvem-se gargalhadas. Um velho homem desconhecido até para si mesmo ri de suas tristezas, desesperado que está pela sua condição. Lembra-se de seus dias de vigor, quando as moças lhe caíam aos pés. Agora, já não acontece mais e ele precisa se conformar. É difícil viver preso.
O apito do trem acorda as pessoas para a realidade. O tempo para por um instante. Saem de seus quartos Joanas D’Arc, Napoleões e muitos outros Cristos. O homem também desce as escadas, lentamente, e faz sua trajetória até o jardim. Senta-se triste e cansado em um banco branco, cabisbaixo, apenas ouvindo os sons da banda que não toca música alguma.
De repente, ele avista sua musa, Verônica. Ela vem sorrindo, como sempre, e com o rosto inchado e os olhos vermelhos. Ela caminha em sua direção balançando seu corpo esguio. As mãos dos dois se unem e ele se levanta.
O par dança alegremente sobre as folhas secas e flores tímidas, ao som dos músicos que não tocam. Ao redor do casal, os outros internos assistem a cena que, diariamente, traz a paz ao hospício.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Estante Virtual



Sabe aquele monte de livros que a gente tem em casa e chama de biblioteca? Por que deixá-los parados na prateleira? Acho mais útil emprestar.
Fiz uma lista ali ao lado com os meus livros. Ainda não estão todos ali, porque emprestei uns e ainda não listei outros. Tem 56 livros listados em ordem alfabética pelo título, entre lidos e não lidos, novos e velhos, comprados e ganhados, infantis e adultos, bons e ruins.
Dá uma olhadinha ali. Se eu tiver como emprestar, pode deixar um pensamento no post mais recente.